Alguns termos me irrita profundamente como hoje vou fazer MONITORIA. Ou alguém que me pergunta "você é o MONITOR?". Quer me deixar com raiva nas veias e sangue escoando pelo meu ventre é dizer: "Gente, presta atenção na GUIA".
Como todos esses termos existem e eu fico demasiadamente incomodada quando as pessoas confundem, resolvi esclarecer, partindo de uma texto:
Educação em Museus: termos que revelam preconceitos. Ana Mae Barbosa
EDUCADORES: Geralmente são formados em Universidades nos cursos de História, de Arte, de Educação, de Filosofia, de Letras e de Comunicação, enfim. Eles são educadores, pois tratam de ampliar a relação entre museu e público, ou melhor são mediadores entre a obra de arte e o público.
MONITOR: É quem ajuda um professor na sala ou que veicula a imagem no HD, no caso dos computadores. Falta de autonomia e de poder próprio.
VISITA GUIADA: Outro termo preconceituoso. Pressupõe a cegueira do público e a ignorância total. Ante foi utilizado Visita dialogada (melhor!). O visitante pensa que não vai se comprometer, vai só ouvir. O termo também não é adequado (visita dialogada) pois como depende do outro para a conversa, pode amedrontar o visitante.
Se você quer ficar sozinho dentro do museu, é possível. Pode ser um momento entre você e a confortante obra de arte.
Mas se você quer conversar, chama um educador para juntos, verem a exposição, trocarem ideias e sensações e informações sobre a exposição.
CURADORIA EDUCATIVA: É usado pra dissimular o preconceito. É usado para quem organiza cursos, seminários, etc.
Bom, na realidade sou uma espécie de professora também. Não entendo o porque, nós de museus, temos um "repelimento" da educação, se somos formados pelas mesmas instituições e pela mesma pedagogia que se formam os professores. Tá certo que não carregamos conteúdos, não damos provas para avaliar e nem temos planos de aula a seguir. Partimos do outro, das referências do outro para iniciarmos nosso diálogo. Perguntamos mais, ouvimos mais e trabalhamos no improviso (lembremos: só improvisa quem domina o assunto, é igual música, teatro, enfim.)
"O desprezo pela educação que caracteriza as entidades culturais de elite é ainda maior quando essa entidade se dedica à arte, especialmente às artes plásticas. Parece que, em se tratando de arte, quanto mais protegê-la da contaminação com educação, mais valiosa será."
O museu é um lugar de elite e não está disposto a mudar sua posição. Diz que arte não se ensina. "Sejamos radicais: nada se ensina, tudo se aprender, depende do diálogo, depende do diálogo da interlocução, da intermediação, da necessidade e do interesse.
Na cultura artística brasileira, educação é considerada sinônimo de mediocridade. (...) Acredito que foi a ação repressora da ditadura e os baixos salários que criminalizaram a educação no Brasil.
VISITA GUIADA: Outro termo preconceituoso. Pressupõe a cegueira do público e a ignorância total. Ante foi utilizado Visita dialogada (melhor!). O visitante pensa que não vai se comprometer, vai só ouvir. O termo também não é adequado (visita dialogada) pois como depende do outro para a conversa, pode amedrontar o visitante.
Se você quer ficar sozinho dentro do museu, é possível. Pode ser um momento entre você e a confortante obra de arte.
Mas se você quer conversar, chama um educador para juntos, verem a exposição, trocarem ideias e sensações e informações sobre a exposição.
CURADORIA EDUCATIVA: É usado pra dissimular o preconceito. É usado para quem organiza cursos, seminários, etc.
Bom, na realidade sou uma espécie de professora também. Não entendo o porque, nós de museus, temos um "repelimento" da educação, se somos formados pelas mesmas instituições e pela mesma pedagogia que se formam os professores. Tá certo que não carregamos conteúdos, não damos provas para avaliar e nem temos planos de aula a seguir. Partimos do outro, das referências do outro para iniciarmos nosso diálogo. Perguntamos mais, ouvimos mais e trabalhamos no improviso (lembremos: só improvisa quem domina o assunto, é igual música, teatro, enfim.)
"O desprezo pela educação que caracteriza as entidades culturais de elite é ainda maior quando essa entidade se dedica à arte, especialmente às artes plásticas. Parece que, em se tratando de arte, quanto mais protegê-la da contaminação com educação, mais valiosa será."
O museu é um lugar de elite e não está disposto a mudar sua posição. Diz que arte não se ensina. "Sejamos radicais: nada se ensina, tudo se aprender, depende do diálogo, depende do diálogo da interlocução, da intermediação, da necessidade e do interesse.
Na cultura artística brasileira, educação é considerada sinônimo de mediocridade. (...) Acredito que foi a ação repressora da ditadura e os baixos salários que criminalizaram a educação no Brasil.
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